EDITORIAL: A irresponsabilidade dos condutores de motos em Água Branca é algo a ser combatido

De quem mesmo é culpa? Quem deveria fiscalizar o trânsito? O problema é gritante e a solução urge, pois os acidentes acontecem quase que diariamente devido a imprudência e irresponsabilidade dos motoqueiros...

Quem anda pelas ruas de Água Branca, seja a pé ou de carro, se sente facilmente “agredido” pela irresponsabilidade e falta de educação da maioria dos condutores de motocicletas. Quase que 100% deles trafegam sem capacete, a maioria sem habilitação e as motos ainda são usadas em muitas situações levando três, quatro e até cinco pessoas sobre a mesma. Crianças e adolescentes fazem “a festa” nas ruas empinando o pneu dianteiro das motos, numa estarrecedora prova de que não há responsabilidade por parte das autoridades competentes para barrar esse absurdo que a cada dia só aumenta no trânsito da cidade.

De quem mesmo é culpa? Quem deveria fiscalizar o trânsito? O problema é gritante e a solução urge, pois os acidentes acontecem quase que diariamente devido a imprudência e irresponsabilidade dos motoqueiros. Os condutores de carros passaram a ser “vítimas” constantes dessa “anarquia em cima de duas rodas” que parece não ter fim e é vista a olhos tapados pelas autoridades da cidade. Carros são batidos por motos, motoristas de carro são xingados em via pública, motoqueiros “dão o dedo” no momento em que o condutor de carro pede passagem (…) ou então dizem aquela velha frase que irrita e provoca: “Passa por cima!”.

No último Sábado uma mulher com quatro crianças e ainda três galinhas penduradas de cabeça para baixo desafiava o trânsito na Avenida José Miguel, usando uma moto sem placa, sem retrovisor e sem a luz traseira, além de todos estarem sem capacete. E isso não é tudo, abordada pela reportagem do MPiauí ela foi enfática: “Ninguém fiscaliza aqui não moço, não tem essa história de lei que o senhor fala aqui não! Na minha casa até meu menino de dez anos dirige moto aqui em Água Branca e ninguém nunca reclamou”, disse.

E é dentro dessa confiança de que não se deve respeitar as leis do trânsito porque “nada acontece”, que os acidentes se avolumam na cidade.

Velocidade acima da permitida, cadrons que perturbam o sono de quem dorme nas madrugadas, assaltos com bandidos conduzindo motos, ultrapassagem pela direita, passagem por cima dos passeios das avenidas, andando na contramão…  será que alguém em Água Branca pode se preocupar mesmo em coibir essa “anarquia urbana”? Quem viver, verá!

 

 

1 comentário
  1. Inescallado Diz

    Perfeito o editorial…..e um dia essa festa acaba….torço pelo dia que Água branca seja modelo de educação no trânsito.

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