Piauí: Bancários paralisarão suas atividades em protesto

Amanhã(9), as agências do Banco do Brasil do Piauí irão realizar um protesto em alusão a morte do gerente Ademylton Rodrigues, que foi  vitima do assalto da agência de Miguel Alves. O movimento será realizado das 9h30min ás 11h30min, ocasião onde as atividades bancárias serão paralisadas. 

O protesto foi idealizado pelo Sindicato dos Bancários do Piauí, no qual recebeu o nome  de Dia Estadual de Luto e Luta. Usando faixas e roupas pretas, os trabalhadores irão protestar contra a falta de segurança em agências bancárias. “ O indicativo é que todas as agências do Banco do Brasil do estado paralisem suas atividades e que os funcionários de outros bancos utilizem roupas pretas”, afirma João Sales Neto, diretor de política inter-sindical do Sindicato dos Bancários. 

Ao todo serão 1.500 bancários que participarão do movimento. Um total de 88 agências do Banco do Brasil farão o protesto.  Isso com o intuito do cumprimento da lei 6.168/2012, que determina sobre a segurança dos bancos. “ Ainda não conseguimos entender por que os bancos não cumprem a lei. Os equipamentos de segurança de que a lei trata não é tão caro assim, e além disso é um investimento para a segurança de todos”, declara João Neto. 

Ainda, segundo o sindicalista, equipamentos de segurança como a blindagem das portas das agências poderia ter salvado vidas. “A lei dispõe sobre o caso desse recurso, porém em nenhuma agência não foi implantado o sistema de blindagem”, afirma João neto. 

Também nesta quinta-feira, às 9h30, acontece uma audiência pública na Assembleia Legislativa, por solicitação da deputada Flora Izabel, para discutir sobre Segurança Bancária, por conta do descumprimento da lei 6168/12 que obriga as instituições bancárias, postos de serviço, bancos postais e casas lotéricas no Piauí a instalarem itens que garantam a segurança dos clientes e funcionários.

Devem participar da audiência pública, representantes de entidades sindicais, Ministério Público do Trabalho, bancos públicos e privados, e das Polícias Militar, Federal e Civil.