O plantio de maconha encontrado e destruído neste final de semana na cidade de São Miguel da Baixa Grande, região do Médio Parnaíba Piauiense, já deixou um preso e cinco acusados.
A informação foi confirmada pelo delegado geral James Guerra na manhã desta segunda-feira (27), e segundo ele, o suspeito de avisar a chegada da polícia seria um servidor público.
“Na ação foi preso apenas um acusado. Suspeita-se que na chegada dos policiais, os outros acusados tenha fugido do local por terem sido avisados. Já localizados o informante e ele é servidor público. Localizamos também os proprietários da fazenda. No final do inquérito terá uns quatro ou cinco presos”, declarou James Guerra no programa Notícias da Manhã.
A operação foi integrada pelo Serviço de Inteligência em conjunto com o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar e na abordagem o acusado identificado apenas como Ronaldo, de 46 anos, foi preso sob a acusação de participar do cultivo da roça de maconha.
Ronaldo reside em Água Branca há cerca de um ano, onde gozava de bom convívio social e era sempre avistado assistindo missas dominicais na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Ainda sobre o ocorrido a polícia informou a reportagem do acessepiaui.com.br que juntamente com as pessoas presas foram encontrados mapas feitos com o próprio punho da edificação das agências dos bancos do Brasil, do Nordeste e Caixa Econômica Federal, em Água Branca.
A plantação foi arrancada e incinerada após a perícia técnica selecionar quantidade necessária para ser levada a juízo. Já a propriedade o delegado informou que vai pedir o sequestro para que o terreno seja destinado para fins como a reforma agrária, entre outros.
Na operação, participaram ainda o Núcleo de Inteligência, Delegacia de Entorpecentes (DEPRE) e o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) da Polícia Civil.