Candidatos assinam carta compromisso contra “Escola Sem Partido” no Piauí

Candidatos ao governo do Piauí assinaram na manhã desta quarta-feira (14) uma carta de compromisso proposta pela Rede de Ativistas pela Educação do Fundo Malala no Brasil e as organizações que a integram e pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Andressa Pellanda, coordenadora nacional do movimento, explicou que o documento elenca 49 pontos. Para o Piauí, aqueles considerados como mais importantes foram a estruturação das escolas públicas e desmilitarização do ensino.

A carta também propõe a defesa de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinam como inconstitucionais a atuação de movimentos ultraconservadores como o Escola Sem Partido, bandeira defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Andressa Pellanda

Além disso, o documento também estabelece pautas que envolvem políticas estruturais, gestão intersetorial, além de políticas contra o racismo, capacitismo e discriminação de gênero.

No total, oito dos nove candidatos ao governo confirmaram o recebimento da carta, mas apenas três compareçam à reunião convocada pela organização da carta.

O candidato Geraldo Carvalho (PSTU) disse que a carta é também um compromisso com as metas do plano pela educação de 2014, firmado pelo ex-presidente Lula (PT).

“É a renovação de um compromisso público com a educação e isso passa pelo cumprimento de todas as metas do plano nacional que tem vigência por 10 anos, e foi elaborado em 2014. Cerca de 85% das metas não foram cumpridas, ou seja, o plano está em sua quase totalidade sendo descumprido”, disse.

Geraldo Carvalho

A candidata Gessy Lima (PSC) chegou a comparecer à reunião e analisou as propostas. Porém, decidiu não assinar o documento. Segundo a candidata, o texto apresentou pontos com os quais ela não concorda.

“Muitas pautas ideológicas que vão contra meus princípios e valores”, disse Gessy Lima. Ela, porém, destacou se comprometer em valorizar e defender o piso salarial dos professores.

A candidata Madalena Nunes (PSOL), defendeu a formatação de um novo moledo de educação, mais inclusiva com seguimentos da população que são historicamente excluídos.

“Não é só o estado e MEC que tem que implantar a educação como se fosse uma fórmula, não é. A educação tem que considerar o meio em que as pessoas vivem, a comunidade, os valores da comunidade e trazer valores de outras comunidades, como as indígenas e quilombolas que são desrespeitadas nesse processo de educação, que não traz a questão do machismo e do preconceito racial”, destacou.

Madalena Nunes

 

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