Atos contra reforma da previdência e violência marcam o Dia da Mulher

Em Teresina o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, será marcado por atos contrários à reforma da previdência e o fim violência contra as mulheres. As manifestações serão realizadas durante toda esta sexta-feira. 

O primeiro ato será logo mais às 11h30, no canteiro central da Avenida Frei Serafim, na frente do prédio da Superintendência Regional do Trabalho. Uma das coordenadoras da União Brasileira de Mulheres (UBM), Tatiane Seixas, explica que no manifesto  haverá uma aula pública sobre a reforma da previdência. 

Para a entidade, as mudanças previdenciárias propostas pelo governo Jair Bolsonaro prejudica as mulheres. Tatiane afirma que a reforma vai dificultar a aposentadoria das trabalhadoras e classificou a proposta como um “ataque muito violento”. No texto original o presidente determinou a idade mínima de 62 para mulheres se aposentarem, depois Bolsonaro admitiu que poderia reduzir para 60. 

“Haverá uma aula pública onde vamos falar sobre os aspectos mais perniciosos da reforma da previdência. Dentro de cada categoria as mais prejudicadas serão as mulheres. Elas precisam chegar a 49 anos de contribuição para terem acesso à aposentadoria integral. Para poder pedir aposentadoria, mesmo com o valor cortado pelo fator previdenciário, precisa ter 25 anos de contribuição. É um ataque muito violento às mulheres”, disse Tatiane. 

Às 16h outro ato será realizado no Centro da capital. Movimentos feministas realizarão uma passeata unificada também alertando para a reforma da previdência e pedindo o fim da violência contra mulher. Em 2018 quase metade das mulheres assassinadas no Piauí foram vítimas de feminicídio, crime motivado pelo ódio à condição de gênero.  De janeiro a março deste ano oito feminicídios foram praticados no Estado. 

As manifestantes se concentração na Praça da Liberdade e seguirão em passeata pela Ponte Juscelino Kubitscheck. Neide Carvalho, presidente da Frente Brasil Popular, diz que cerca de 40 entidades irão participar do ato unificado. 

“Vamos mostrar o empoderamento da mulher em defesa da sua liberdade, que a mulher possa se mostrar como ela é. O corpo é dela e ela vai se apresentar como ela quiser”, defende Neide. 

Fonte:
Izabella Pimentel e Yala Sena

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