Senhor Silva Bar ameaça o Senhor Jardel Ennes

Água Branca – 27 de março de 2013.  O Portal Mpiaui, recebeu denuncia do Senhor Jardel Ennes Fonseca, que possivelmente, conforme fotos anexas às máquinas tais como caçambas e a retroescavadeira do município estaria realizando obra em empreendimento particular do ex-gestor de Água Branca, João Luis Lopes de Souza, o Zito.

Comunica o senhor Jardel que ao presenciar tal fato parou em via pública juntamente com o Senhor Manoel Filho, e fez tais fotos, por achar um absurdo que bens locados para o município e de propriedade do próprio município estejam realizando serviços para particulares, sendo um total de quatro caçambas e uma retroescavadeira.

Ao notar a presença do senhor Jardel realizando o registro dos fatos através de fotos, o encarregado da obra, o Senhor Silva Bar, dirigiu-se de encontro ao automóvel, no qual se encontrava o senhor Jardel, chegando, inclusive, há abrir a porta do carro, na tentativa de impedir que se registrasse o fato. O automóvel, então, em que se encontrava o Senhor Jardel empreendeu fuga.

Depois de algum tempo, o senhor Jardel se dirigiu ao Cartório de atos e ofícios de Água Branca, onde foi abordado novamente pelo Senhor Silva Bar, que em tom ameaçador disse : “Aqueles lotes lá onde a caçamba tava colocando a areia é meu, e se essas fotos forem divulgadas no PORTAL MPIAUI, tu e o Misael vão se vir comigo”.

Após as ameaças o senhor Jardel dirigiu-se a delegacia local para relatar o fato e realizar boletim de ocorrência.

Usar bem público para atender interesses particulares caracterizar crime de peculato, descrito no código penal brasileiro, Art. 312, apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

§ 1º – Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.

Peculato Culposo

 

§ 2º – Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

§ 3º – No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.

 

Ao que parece tudo que é errado na política, é algo correndo aos olhos de alguns que são beneficiados por este sistema.

Até que ponto chega à audácia destes que gerenciam os bens públicos, não respeitando nem mesmo o povo que os elegeram.

É como si Água Branca, fosse terra sem lei, onde todos arrumam um “jeitinho” brasileiro, e tiram vantagens sobre todo o sistema público que deveria na verdade ser para servir os interesses da coletividade.