Prefeito de Barras é acusado de agiotagem com dinheiro público e formação de quadrilha

O advogado e escritor Magno Pires Alves Filho, membro da Academia de Letras do Vale do Longá e Academia Piauiense de Letras, ex-deputado federal, enviou para a imprensa artigo onde acusa o atual prefeito de Barras, Edílson Sérvulo, conhecido popualrmente pela alcunha de Edílson Capote, de formação de quadrilha de agiotagem usando dinheiro público. O MPiauí reproduz abaixo o artigo de Magno Pires publicado também em vários sites e jornais piauienses. Barras tem 175 anos, 46 mil habitantes, distante 210 Km ao norte de Água Branca.

“Após duas tentativas o médico Carlos Alberto Lages Monte destrona umaoligarquia múltipla composta de 5 ex-prefeitos que há mais de 34 anos “administrava” o Município de Barras. Não foi fácil. Foi dificílimo para ele derrubar esse bando porque o prefeito Capote, atual gestor do município, postulava a reeleição; consequentemente, com recursos públicos, provenientes da União, do Estado e do Município, das transferências constitucionais, da arrecadação própria e dos programas sociais a sua disposição para injetar na reeleição, além dos oriundos da agiotagem que enche o bolso de figurões da política barrense.
 
Com a vitória, muitos governistas estão “foragidos”, porque desde antes da eleição as instituições de segurança acompanhavam políticos e lideres municipais e gravavam as ligações telefônicas de todos. Justamente porque sabiam da corrupção, sem limite, que campeava nas relações do dinheiro público com as lideranças, construtoras, empresários, dona de boutique e agiotas. Terrenos, casas, fazendas e outros bens transacionados em Barras sãosuspeitos de que foram pagos com recursos públicos da União, do Estado e da prefeitura. Fácil provar por meio das informações contidas nas declarações de imposto de renda dessas pessoas e seu vultuoso patrimônio. Mais fácil, ainda, pegar os laranjas usados para lavar o dinheiro da corrupção. Esses últimos conhecidos de toda a população. Pois do dia para a noite passam de meros bodegueiro à empresários.
 
As licitações e o concurso público estão sob suspeita de fraude. Aquisições de bens alimentícios em supermercados “suspeita-se” de terem sido pagas com recursos da prefeitura. E até luz elétrica de chefes políticos era paga com dinheiro do município. Outras adquiriram mensalmente novilhas nelores também com recursos dos cofres do município.
 
distribuição ilícita de recursos nos três níveis – União, Estado e Município – dará inquéritos da Policia Federal e poderá levar muitos ex-prefeitos às investigações da PF, MPF, PM, TCU, TCE, Receita Federal, com prisões e futuras condenações.

município de Barras, Terra dos Governadores, através dessa múltipla oligarquia de ex-prefeitos, agora derrotada, deixou de ser referencia histórica no Estado e no Brasil, para formar um ambiente de vassalagem, de crime de toda natureza, de agiotagem impune, trafico de drogas, dentre outras bandalheiras.
 
O prefeito eleito, médico Carlos Monte, terá uma árdua, persistente, continua e difícil tarefa, de resgatar a dignidade do município, dos barrenses, da administração pública, em todas as áreas, especialmente educação, Saúde, segurança, limpeza publica, meio ambiente, exercendo a moralidade e a ética, como preceitos e normas em Barras, para coibir essa podridão histórica impostas por gestores públicos irresponsáveis e lenientes com recursos do contribuinte.
 
Será o prestigio dos Lages Monte, finalmente dos Pires Lages, de Alfredo Pires Lages, José do Rego Lages… impondo indelével derrota à múltipla oligarquia dosex-prefeitos, fichas sujas, quase todos com pendências na Justiça, que durante 34 anos legaram uma perniciosa história de desmando político, cultural, social e administrativo em Barras. Agora, afinal, estancada por um Lages Monte.
 
Haverá um novo capítulo na historiografia de Barras, bem situada, como privilegio da natureza, entre os rios Longá e o Marathaoan, como que a lhe refrescar a memória, o pensamento e o sentimento neste momento de grande reflexão para todos sob a liderança de Carlos Lages Monte.”
 
(*) Artigo de autoria de Magno Pires Alves Filho, membro da Academia de Letras do Vale do Longá e Academia Piauiense de Letras, advogado da União (aposentado), ex-deputado federal, ex-Secretário de Estado da Administração.
 
Abaixo o imponente prédio do Palácio Municipal, em Barras, constrído entre 1864 e 1868. Administração pública sendo alvo de denúncias de corrupção na sexta mais populosa cidade do Piauí.

 
 
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Abaixo, fotos do Palácio Casa Rosada, construção de 1924, sede da Prefeitura de Barras e onde o chefe do executivo da Terra dos Governadores despacha. Luxo e conforto a disposição de Edílson Sérvulo, agora acusado de vários crimes pelo advogado Magno Pires.

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