COP30: Nordeste define metas para triplicar energia limpa e liderar a indústria verde
O Consórcio Nordeste, que reúne os estados do Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, apresentou, nesta nesta quarta-feira (12), o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE) durante evento na Zona Verde da COP30, no estande do consórcio. O plano havia sido lançado no dia anterior (11), na Zona Azul, e propõe 47 iniciativas e 324 ações prioritárias voltadas à transição ecológica, inovação tecnológica e inclusão produtiva, com foco no enfrentamento da crise climática e no desenvolvimento sustentável da região.
Durante a apresentação, o governador Rafael Fonteles destacou o papel do plano como instrumento de integração e inovação para o futuro da região. “Apresentamos o Plano de Transformação Ecológica Brasil Nordeste com o objetivo de engajar a sociedade civil e garantir o financiamento necessário para sua execução. As ações incluem investimentos em inovação, bioeconomia, transição energética e infraestrutura verde, fundamentais para impulsionar uma nova indústria no Nordeste, sustentável, tecnológica e integrada. A implementação do plano depende do engajamento conjunto de governos, instituições financeiras, ministérios e sociedade civil”, afirmou o governador.

Foto: Juliana OliveiraEntre os objetivos estratégicos estão triplicar a capacidade de geração solar e eólica até 2030, transformando o potencial energético da região em um polo competitivo nos setores de hidrogênio verde, química verde e fertilizantes sustentáveis. O plano também prevê ações para valorização e recuperação da caatinga, incentivo à agroecologia e fortalecimento da agricultura familiar. Na área de segurança hídrica, propõe investimentos em sistemas de captação e dessalinização sustentável, grandes projetos hídricos e acesso universal à água potável para famílias rurais.

O PTE-NE inclui ainda medidas voltadas à economia circular, com a criação de polos industriais de reciclagem e integração de cooperativas de catadores, e à economia do mar, com incentivo à pesca sustentável, aquacultura e turismo comunitário. A economia criativa e a cultura também são reconhecidas como setores estratégicos para o desenvolvimento e geração de renda na região.

O plano foi elaborado entre março e outubro de 2025, a partir de um processo colaborativo que envolveu mais de 500 representantes de movimentos sociais, comunidades tradicionais, setor produtivo, academia e gestores públicos dos nove estados. Para sua implementação, será adotado um modelo de governança cooperativa e multiescalar, com o Consórcio Nordeste atuando como plataforma de articulação, monitoramento e mobilização de recursos. Esta estrutura visa transformar as propostas do plano em projetos concretos nos territórios.
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