Terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Morre a jornalista, cantora e radialista Lena Rios aos 75 anos

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Morre a jornalista, cantora e radialista Lena Rios aos 75 anos

Faleceu nesta segunda-feira (7), aos 75 anos, a jornalista, cantora e radialista Lena Rios, carinhosamente conhecida como Barradinha. Figura marcante da cultura piauiense, Lena deixa um legado de talento, coragem e paixão pela arte.

Nascida no Piauí, Lena Rios não se limitou às fronteiras do seu estado. Sua voz rouca e envolvente conquistou palcos em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde brilhou nas melhores casas de show. Era dona de um timbre inconfundível, que embalava corações e dava vida às canções que interpretava com emoção e intensidade. Uma artista completa, que também deixou sua marca como jornalista e comunicadora, sempre com firmeza, opinião e sensibilidade.

Amiga pessoal de Torquato Neto, Lena viveu intensamente. Enfrentou tempos difíceis, inclusive dormindo em calçadas da cidade maravilhosa quando saiu do Piauí apenas com a coragem e o sonho de cantar para o Brasil. Nunca perdeu o foco. Venceu a depressão, a síndrome do pânico e outras adversidades, sempre com a força de quem sabia que tinha um dom especial.

Sua trajetória é símbolo de resistência e inspiração. Lena Rios não foi apenas uma artista: foi uma mulher à frente de seu tempo, que lutou para se afirmar em meio a tantos obstáculos. Sua partida deixa um vazio profundo no cenário cultural piauiense, mas sua história permanece viva, em cada nota que cantou, em cada texto que escreveu, em cada ouvinte que cativou.

Sobre Lena Rios

Maria do Socorro Siqueira Barradas, mais conhecida como Lena Rios, nasceu no mesmo dia do aniversário de Teresina, 16 de Agosto, motivo de orgulho pela coincidência. A cantora, jornalista e radialista já apresentou em diversas capitais do Brasil se destacando no Rio de Janeiro e São Paulo. A lista de artistas que a cantora teve contato é imensa. Ela já gravou na Philips e Polydor, produzida por Roberto Menescal, Mazzola, Rildo Hora, Jairo Pires e Carlos Lemos, gravando músicas inéditas de Torquato Neto, Wally Salomão, Raul Seixas, Luiz Melodia, Jards Macalé, Sérgio Cabral, Rildo Hora, César Costa Filho, João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Nilson Chaves, Carlos Pinto e Carlos Galvão, entre outros. Além disso ela regravou Cartola, Ismael Silva, Adoniram Barbosa, Luiz Gonzaga entre outros. Dos festivais que participou destaca-se o VII Festival Internacional da Canção (1972) que aconteceu no Maracanãzinho, ficando entre os três primeiros classificados disputando com centenas de concorrentes cantando a canção “Eu sou eu, Nicuri é o Diabo” em parceria com o grupo “Os Lobos”.

A cantora eclética explorou vários estilos musicais, indo do sertanejo ao rock, afinal a Lena Rios sempre detestou os rótulos. Lena Rios já gravou os discos: “De tudo um pouco” (1976) e “Lena Rios” (1977) pela Gravadora CBS; “4º Encontro Nacional do Compositor de Samba” (1976), pela Gravadora Polydor LP; “Sem essa aranha” (1972) e “Os grandes sucessos do FIC 72 – VII Festival da Canção” (1972) pela Philips. Lena Rios é um dos grandes nomes da música brasileira e a voz piauiense que continua encantando o Brasil e influenciando gerações.

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Lena Rios, carinhosamente conhecida como Barradinha

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