PARTIDOS DOS TRABALHADORES: Edinho defende agenda nacional para promover desenvolvimento
O novo presidente do PT reforçou a visão de Lula sobre sua própria sucessão, que aponta para o fortalecimento da sigla como caminho principal. Para ele, o sucessor será a legenda. “E se o partido estiver forte, estiver organizado, estiver dialogando com a sociedade brasileira, um partido constrói as lideranças. Então, eu penso que o desafio do PT é esse, se fortalecer, ser um partido que se atualize.”
Agenda nacional e reforma política
O presidente eleito do PT defendeu que o partido se aprofunde em temas cruciais para o país. Para Edinho, os grandes temas da conjuntura não encontram espaço no Congresso por causa da atual correlação de forças. “Temos de enfrentar um debate da segurança pública, formular sobre segurança pública. O partido precisa efetivamente debater a questão da reforma política eleitoral, o Brasil precisa de uma reforma política eleitoral, nós não podemos continuar com a dinâmica política do nosso país, nesse varejo que nós estamos hoje, sem uma agenda nacional, sem uma agenda de debates que coloque à mesa as principais lideranças do país para debater temas emergentes”, avaliou.
“Eu falei agora de segurança pública, eu falei de transição energética, de urgência climática, nós temos que debater a questão das terras raras, que é um debate também emergente e que está na minha avaliação por trás dessa ofensiva diplomática que o Brasil tem sofrido do governo Trump, nós temos que debater as nossas reservas de petróleo da costa equatorial, um projeto de desenvolvimento sustentável para a Amazônia,”, enumerou Edinho.
Sobre a Amazônia, ele propôs uma abordagem inovadora. “Se você criar um fundo com as reservas da costa equatorial, nós temos condições de ter uma política muito mais ofensiva de recuperação da floresta amazônica, de monitoramento contra o desmatamento e, claro, de um programa de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, para a Amazônia legal.”
“Ainda ontem, durante a minha posse, eu ressaltava a questão da educação integral. Como que o Brasil pode se tornar um país justo se nós não debatermos as criações, a condição orçamentária para que o Brasil universalize a educação integral, que nós possamos universalizar o direito à creche das crianças, principalmente na primeira infância. Então, são temas centrais que tem que mover o Partido dos Trabalhadores e, claro, influenciar na agenda nacional, na agenda do nosso país”, insistiu o petista.
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