Comandante do 5º BPM-PI é afastado após sumiço de R$ 300 mil

Dois policiais militares foram presos administrativamente suspeitos de não terem preservado o local do crime envolvendo a tentativa frustrada de assalto à agência do Banco do Nordeste, em Teresina, fato registrado nesta terça-feira (19/12). A assessoria da PM confirmou ainda que o comando do 5º Batalhão da PM foi afastado para não interferir nas investigações em curso, deflagradas após o sumiço de R$ 300 mil que foram retirados do cofre da agência durante a ação criminosa.

Ontem uma funcionária da agência do BNB da Avenida João XXIII foi sequestrada e obrigada a retirar dinheiro do cofre do banco enquanto estava em poder de um dos assaltantes. Ainda dentro da agência os seguranças perceberam a ação e acionaram a polícia, frustrando o assalto. O dinheiro que seria levado pelos criminosos estava dentro de duas lixeiras quando a PM chegou ao local.

Além da acusação de não terem preservado o local do crime, os dois policiais presos não teriam dado o encaminhamento correto para a ocorrência, tendo passando antes no 5º Batalhão da PM, ao invés de seguir direto para a delegacia de Polícia Civil.

O secretário de Segurança, Fábio Abreu, disse que sua orientação em casos deste tipo é que, havendo comprovação de desvio de conduta, os policiais sejam expulsos da corporação. Contudo, em entrevista à TV Cidade Verde, ele não fez afirmações sobre a conduta dos policiais, e disse que vai aguardar o resultado das investigações.

As investigações sobre a tentativa de assalto estão sendo acompanhadas pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado, e aos investigadores da especializada, o Banco do Nordeste informou que entre o dinheiro retirado do cofre e o que foi devolvido pela Polícia, havia uma diferença de R$ 300 mil, aproximadamente.

E justamente essa diferença de valor é que precisa ser explicada.

Quanto ao afastamento do comando do 5º Batalhão da PM, mais especificamente o comandante Major Flávio Pessoa, e o subcomandante Nivaldo, a medida se dá, explica a relações públicas da PM, Coronel Elza Rodrigues, que é uma forma de evitar qualquer interferência nas investigações envolvendo os dois policiais presos, já que eles eram os responsáveis pela área onde ocorreu o assalto.