Piauiense envolvido no caso de assédio na Rússia já foi preso pela FP em Araripina-PE

Luciano Gil Mendes Coelho já foi preso em 2015 em uma operação da Polícia Federal com a Controladoria Gera da União, suspeito de integrar um grupo que desviada recursos da prefeitura de Araripina-PE

O engenheiro piauiense Luciano Gil Mendes Coelho, um dos envolvidos em um caso de assédio sexual na Rússia, e seus amigos, podem responder por crimes contra a honra no país da Copa do Mundo de 2018.

Eles aparecem em um vídeo em que o grupo de brasileiros fazem uma russa falar em português palavras de conotação sexual, tipo: “Buceta Rosa”, relacionando-se a cor branca da mulher.

A jurista russa Alyona Popova denunciou os brasileiros e fez uma petição sobre os atos que considerou de machismo, humilhação pública à honra e a dignidade de outra pessoa.

A justiça russa investiga o caso tendo como base a petição e a repercussão internacional da imprensa. Os brasileiros podem responder de forma criminal e podem até ter restrições no país.

A petição de Popova, que é uma referência na defesa dos direitos das mulheres na Rússia, cita que os brasileiros devem um pedido de desculpas à mulher e a sociedade russa.

PIAUIENSE ENVOLVIDO JÁ FOI PRESO EM OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

Luciano é da cidade de Jaicós-PI, mas mora em Picos-PI, ele já foi Secretário Municipal de Educação e Saúde. Ele também trabalhou na Prefeitura de Araripina-PE e no CREA-PI, sendo preso em 2015 em uma operação da Polícia Federal com a Controladoria Gera da União, suspeito de integrar um grupo que desviada recursos da prefeitura de Araripina-PE.

Além de Luciano, um policial, um funcionário da Latam e um ex-secretário de Turismo estão envolvidos na polêmica causada durante a Copa, que gerou repúdio em várias partes do mundo.

Ao portal de notícias Uol, Luciano disse que é um pai de família, que ele e seus amigos são trabalhadores e que exageraram na bebida. Ele pediu desculpas às mulheres, mas que não agrediu mulher nenhuma e classificou a situação como uma brincadeira.

CREA-PI REPUDIA ATO

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) lamentam profundamente que um profissional com registro no Sistema Confea/Crea, tenha participado do infame episódio de misoginia e sexismo realizado por um grupo de brasileiros durante a Copa do Mundo 2018.

O exercício da engenharia abrange a promoção da segurança, da qualidade de vida, da sustentabilidade, da proteção aos valores mais caros da experiência profissional e não o protagonismo de cenas lamentáveis e vergonhosas que desrespeitam a mulher, estrangeiros ou qualquer pessoa.

Desde 2014 o Confea possui um grupo de trabalho Equidade de Gênero e o código de ética das profissões ressalta que a “a profissão é alto título de honra e sua prática exige conduta honesta, digna e cidadã”.

O Confea e o Crea-PI ressaltam que atitudes como as protagonizadas podem caracterizar infração ao código de ética profissional já que o mesmo ressalta que “constitui-se infração ética todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos, descumpra os deveres do ofício, pratique condutas expressamente vedadas ou lese direitos reconhecidos de outrem”.

Assessoria de Comunicação Confea/Crea-PI

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