Fusões e cortes de unidades gestoras serão “dever de casa”

Na próxima semana Wellington Dias (PT) deve levar à Assembleia Legislativa a proposta de reforma administrativa do seu governo que, segundo o governador, impõe uma administração mais transparente e com foco no equilíbrios das finanças.

Nesta segunda-feira (04) ele esteve na Casa para a abertura oficial do Ano Legislativo e durante a sessão fez a leitura da Mensagem do Executivo, pontuando metas para o ano de 2019 e pontuando como uma de suas diretrizes a redução do déficit da previdência, o que deve acontecer através de medidas pontuais do estado, e também levando propostas ao Governo Federal dentro do debate da Reforma da Previdência.

Quanto às mudanças na máquina, o governador é recorrente ao tratar do maior controle de despesas, organização da folha, revisão dos contratos, como um grande “dever de casa” para que o estado não quebre, a exemplo do ocorrido no Rio de Janeiro.

— Se não fizermos o dever de casa, vamos ter o risco muito grande de ir na direção de outros estados. As mudanças que estamos propondo são por necessidade mesmo — destaca Wellington sobre o teor preventivo das mudanças a propor.

Cortes

Dias ainda não confirmou ao certo quantas secretarias, órgãos e coordenadorias serão cortados da administração. Mas ressalta que aquilo que for extinto ou fundido com outras unidades gestoras não será por que antes eram desnecessárias, mas sim, para enfrentar as adversidades que se desenham para 2019.

— O que vier a ser fundido ou extinto, entendo que tinha uma razão de ser — sustenta Wellington, deixando claro que o momento em que as 9 coordenadorias foram criadas, no caso específico questionado em coletiva, era de perspectiva de aumento no número de investimentos, diferente do esperado para os próximos meses.