Políticos e grande imprensa escondem uso da Cloroquina mas pacientes são curados

Não é fácil analisar a crise que se criou no Brasil por conta do enfrentamento do Coronavírus, pois a política atravessou a ciência e quem determina qual ou quais protocolos seguir não são médicos, mas políticos, de diferentes entendimentos sobre os meios mais eficazes para diminuir o sofrimento da população assutada com a pandemia e mais ainda com as pilhas de cadáveres exibidas diariamente nas redes de TV e mídias sociais.

A saída do médico Nelson Teich do Ministério da Saúde, nesta sexta-feira, 15 de maio de 2020, reacendeu o debate sobre a interferência do presidente da República numa questão da qual pouco ou nada sabe, já que não é profissional de saúde. O presidente está convencido de que o uso de cloroquina e aztromicina por infectados pelo Covid-19 é o mais adequado, pois isto salvaria vidas e desobstruiria leitos de hospitais.

O que os críticos do presidente não dizem é que os seus pontos de vistas são endossados por cientistas e médicos também, e um dos maiores respaldos ao seu entendimento é dado pelo Conselho Federal de Medicina – CFM. E o que diz o CFM?

“Após analisar extensa literatura científica, a autarquia reforçou seu entendimento de que não há evidências sólidas de que essas drogas tenham efeito confirmado na prevenção e tratamento dessa doença. Porém, diante da excepcionalidade da situação e durante o período declarado da pandemia de COVID-19, o CFM entende ser possível a prescrição desses medicamentos em três situações específicas”.

Se por um lado nós temos um presidente que se fixou numa ideia e não aceita o contraditório, por outro há governadores que fazem oposição ao Governo Federal e sempre argumentam que só respeitam a Ciência e quem dita os protocolos para tratamento de coronavírus em suas estados são os médicos, e a estes é dado mais espaço na imprensa para defender seus pontos de vista. Estes, no entanto, no mesmo radicalismo, não comungam do penamento dos que Bolsonaro acredita.

Curiosamente, nos estados onde estão os mais fervorosos defensores da Ciência e da Medicina é onde se registram mais mortes por coronavírus. A saber quais são os dez mais em óbitos com seus respectivos governadores e número de mortos:

  • São Paulo (João Dória – PSDB) – 4.501 
  • Rio de Janeiro (Wilson Witzel – PSC) – 2.438
  • Ceará (Camilo Santana – PT) – 1.476)
  • Pernambuco (Paulo Câmara – PSB) – 1.381
  • Amazonas (Wilson Miranda – PSC) – 1.145
  • Pará (Helder Barbalho – MDB) – 1.145)
  • Maranhão (Flávio Dino – PCdoB) – 524
  • Bahia (Rui Costa – PT) – 281
  • Espírito Santo (Renato Casagrande – PSB) – 260)
  • Alagoas (Renan Filho – MDB) – 187

Uma outro exemplo dessa polêmica surge depois da ação, em Floriano (PI), de um protocolo, a base dos mesmos medicamentos defendidos pelo presidente, que está desocupando leitos de hospitais, tudo com respaldo da Medicina e da Ciência. Ainda assim, no mesmo estado, a Secretaria Estadual de Saúde não segue este protocolo para os demais municípios, certamente porque o governador – Wellington Dias (PT) – é contra o presidente, logo a tudo que ele defende.

Ninguém aborda com muita ênfase também os crimes praticados em alguns estados governados pelos éticos defensores da Medicina e da Ciência. Em São Paulo, adota-se um rodízio no transporte publico que gera aglomeração e, consequentemente, mais infecção pelo covid-19; no Rio de Janeiro, enfermeiros dormem nos corredores de hospitais, e o governo é investigado por desvio de dinheiro que seria para combater a pandemia. Há algo mais nocivo do que isto?