O ex-deputado federal Jean Wyllys (PT) e o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) discutiram pelas redes sociais sobre a manutenção de escolas cívico-militares, modelo educacional encerrado pelo governo Lula esta semana.
Wyllys chamou Leite de “gay com homofobia internalizada” ao criticá-lo após anúncio de que ele manteria o sistema de ensino cívico-militar no Rio Grande do Sul, contrariando decisão do Ministério da Educação.
O governador rebateu a mensagem de Wyllys nas redes sociais: “manifestação deprimente. Lamento sua ignorância”.
Manifestação deprimente e cheia de preconceitos em incontáveis direções? e que em nada contribui para construir uma sociedade com mais respeito e tolerância. Jean Wyllys, eu lamento a sua ignorância. Eduardo Leite, governador do RS
No começo de julho, o ex-deputado voltou ao Brasil. Ele passou quatro anos morando no exterior devido a ameaças de morte que sofreu. Embora tenha sido reeleito para o seu terceiro mandato, em janeiro de 2019, nas primeiras semanas do governo de Jair Bolsonaro (PL), ele desistiu de tomar posse.
Acolhido pela primeira-dama Janja Lula da Silva, o ex-deputado, que é jornalista de formação, disse que ganharia um cargo na Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência. A nomeação prometida seria assessor no planejamento de comunicação do governo, para trabalhar diretamente com o ministro da pasta, Paulo Pimenta.
O UOL procurou o ex-deputado e o governador para que se pronunciassem sobre o assunto, que virou um dos assuntos mais comentados na rede de microblogs Twitter na noite desta sexta. Jean Wyllys respondeu dizendo que não falaria mais sobre o assunto. A assessoria de Eduardo Leite ainda não retornou ao pedido da reportagem. Este espaço será atualizado em caso de manifestação.
Manifestação deprimente e cheia de preconceitos em incontáveis direções? e que em nada contribui para construir uma sociedade com mais respeito e tolerância. @jeanwyllys_real, eu lamento a sua ignorância.
— Eduardo Leite (@EduardoLeite_) July 14, 2023
Entenda o caso das escolas cívico-militar
Nesta semana, o MEC (Ministério da Educação) argumentou que o Pecim (Programa de Escolas Cívico-Militares) “induz o desvio de finalidade das atividades das Forças Armadas”. Essa foi uma das justificativas usadas pelo governo Lula (PT) para dar fim ao projeto federal.
O MEC enviou um documento aos secretários de Educação para informar sobre o fim do programa. As escolas devem ser reintegradas ao formato regular, mas há estados, como anunciado por Leite, que planejam incluir as unidades em projetos locais.
Fonte: UOL