Último campeão a “furar bolha”, Roberto Fonseca vê piauienses com potencial de grandes campanhas na Copa do Nordeste

Nesta semana, a bola começou a rolar para a Copa do Nordeste 2026, com Fluminense e Piauí como representantes do futebol piauiense. Esta é a 23ª edição do torneio, que possui um cenário consolidado nos últimos anos: a predominância dos “times do eixo”, formado por clubes de Pernambuco, Bahia e Ceará. Ao longo da história da “Lampions”, em 19 vezes o campeão saiu de um desses estados.

O último a quebrar essa lógica foi o Sampaio Corrêa, comandado pelo técnico Roberto Fonseca, que teve passagem recente pelo River. Na edição de 2018, o time maranhense conseguiu “furar a bolha” e conquistar a Copa do Nordeste.

“Em 2018, conseguimos montar um grupo muito fechado, comprometido. Não era um elenco numeroso, mas era extremamente unido e competitivo. Era um time difícil de ser batido, com defesa sólida e muito organizado taticamente. No mata-mata, fomos fortes em casa e consistentes fora”, relembrou Fonseca.

Segundo o treinador, a diferença entre os clubes está diretamente ligada ao nível de investimento e à profundidade dos elencos. Mesmo assim, Fonseca vê o futebol piauiense com potencial de boas campanhas.

“A disparidade passa muito pelo investimento. Os clubes de Pernambuco, Bahia e Ceará têm elencos mais robustos e conseguem dividir forças entre competições como Estadual, Série A ou B e a própria Copa do Nordeste. Isso dá uma vantagem importante ao longo do torneio”, avaliou.

“O futebol do Piauí tem evoluído bastante. São equipes mais organizadas, com bons elencos e que vêm se fortalecendo. Vejo potencial para grandes campanhas. A Copa do Nordeste é uma competição de muito nível, com visibilidade nacional, e isso também motiva ainda mais os clubes a se estruturarem melhor”, finalizou Roberto Fonseca.

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