Enzo Samuel defende tarifa zero no transporte público de Teresina

Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta segunda-feira (29), o vereador Enzo Samuel (PDT) alertou para o risco de colapso no sistema de transporte público de Teresina caso não sejam realizadas mudanças para atrair mais usuários. Neste sentido, o parlamentar defendeu a discussão da implementação da tarifa zero.

Na ocasião, Enzo ressaltou que esse é um problema que se arrasta há alguns anos e que, mesmo após a Prefeitura de Teresina aumentar o valor de repasse às empresas que operam as linhas de ônibus, ainda não há veículos em quantidade suficiente rodando na cidade, prejudicando a população que precisa se deslocar.

“Infelizmente os empresários que aí estão, não vou dizer a todos, ainda não entregam o resultado que a população espera. O fato é que hoje Teresina não tem ônibus circulando na cidade, boa parte por culpa, na minha opinião, de alguns empresários que não têm mais interesse no sistema”, declarou. 

O vereador argumentou que devido essa situação, a população prefere usar outros serviços privados de transporte ou adquirir o carro ou motocicleta própria. Neste sentido, o parlamentar alertou para o risco de colapso do tráfego urbano caso não haja mudanças estruturais.

“As pessoas perderam a confiança no transporte público e passaram a andar de carro, moto, Uber. Se continuar assim, daqui a alguns anos vai ficar inviável trafegar em Teresina”, disse Enzo, que defendeu  a adoção da tarifa zero como medida central para recuperar usuários.

Diante disso, reforçou a necessidade de atrair novamente o usuário para o sistema público. E o primeiro passo é a tarifa zero. Isso pode, sim, partir da Câmara Municipal, com apoio de incentivos do Governo federal. Esse é um debate que precisa ser enfrentado”, avaliou.

Coleta de lixo

Além do transporte, o presidente da Câmara Municipal de Teresina (CMT) ainda comentou a situação da coleta de lixo da capital. Segundo ele, a licitação definitiva prevista para fevereiro é um caminho para enfrentar esse problema que também já vem sendo alvo de reclamação dos teresinenses há bastante tempo.

“Uma das grandes soluções apontadas pela CPI é você ter uma empresa que vai operar de forma definitiva dentro da limpeza urbana da capital, através de um processo licitatório. Quando é emergencial, você contrata uma empresa que, muitas vezes, não tem condição estrutural de operar dentro de uma cidade como Teresina”, disse.

O vereador destacou os custos elevados da operação e a dificuldade de empresas emergenciais em entregar resultados satisfatórios. “O gasto é muito alto. Às vezes, empresas entram em caráter emergencial, operam, mas não conseguem entregar o resultado”, ressaltou.

Para o parlamentar, o contrato definitivo permitirá maior cobrança e critérios mais rígidos. “Com isso, você pode contratar uma empresa de qualidade, cobrar mais e ela pode entregar esse resultado, porque você vai ter um edital mais específico, mais rigoroso, com mais critérios”, completou.

Polarização no legislativo

Ao fazer um balanço da CMT em 2025, Enzo reconheceu que foi um dos mais desafiadores no comando da Casa legislativa. “Hoje nós temos um colegiado que é um reflexo do parlamento mundo afora, muito dividido por ideologia, por posicionamentos mais extremos, e às vezes se perde o equilíbrio e o sentido do debate”, disse.

O presidente da CMT, lembrou que em alguns momentos foi necessário adotar uma postura mais firme para conter excessos e manter o foco. “Brinquei dizendo que primeiro aplicava o cartão amarelo e, se fosse preciso, a gente jogava mais duro. De lá pra cá, não houve mais essa questão de lavar roupa suja dentro da Câmara”, afirmou.

Tatiana Medeiros

Sobre o caso da vereadora Tatiana Medeiros, que segue presa e afastada do mandato por decisão judicial, Enzo Samuel reforçou que a Câmara atua estritamente dentro da legalidade. “É um processo que tramita na Justiça. Vivemos num Estado Democrático de Direito, onde todos têm direito ao contraditório e à ampla defesa”, disse.

Neste sentido, o presidente afirmou que a CMT seguirá pagando os salários da parlamentar afastada. “É a legislação que vigora no país. Até o trânsito em julgado, existe a presunção de inocência. Ela está afastada do cargo, mas ainda é vereadora, e faz jus aos proventos conforme a lei”, afirmou.

Legislativo em 2026

Questionado sobre os trabalhos na CMT em 2026, ano eleitoral, Enzo Samuel garantiu que a atuação legislativa não será prejudicada, mesmo com vereadores em pré-campanha. “A presença é cobrada independente do período eleitoral. O trabalho administrativo não parou e não vai parar. Nenhuma eleição vai atrapalhar o andamento administrativo da Câmara Municipal de Teresina”, assegurou.

Com informações do cidadeverde.com

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