O governador Jerônimo Rodrigues (PT) escalou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) para defender a segurança pública da Bahia. Em vídeo divulgado recentemente nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, o ex-ministro rebate críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), e relembra episódios de violência ocorridos nas gestões do ex-governador ACM.
Geddel ressaltou, entre os casos, superlotação em presídios e fuga de detentos. Hoje, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), segundo se comenta no mundo político, é gerida pelo MDB, partido do ex-ministro. Entre os escândalos mais recentes está um suposto triângulo amoroso em Eunápolis, entre uma ex-diretora, um detento e um ex-deputado federal do MDB.
Além disso, em sete meses, 23 presos escaparam em três episódios. Hoje, o Correio mostrou que lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM) transformaram uma cela do Módulo V da Penitenciária Lemos Brito (PLB), em Salvador, em um ambiente com estrutura de luxo, incluindo móveis planejados, bebidas importadas e itens proibidos no sistema prisional.
Em setembro de 2017, Geddel foi preso após uma apreensão de R$ 51 milhões de reais encontrados pela Polícia Federal (PF) em seu apartamento. À época, ele era investigado por um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.

Em 2019, ele e o irmão, Lúcio Vieira Lima, foram condenados por lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo STF, decisão que os tornam inelegíveis. Após cumprir parte da pena de 13 anos e quatro meses de prisão, Geddel obteve progressões de regime até ser solto no início de 2022, por decisão do ministro Edson Fachin. Desde então, cumpre pena em liberdade condicional.
Nenhum dos episódios foi comentado por Geddel.
Com informações do www.seliguebahia.com.br