Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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Informalidade cai pela primeira vez para menos de 50% no Piauí, aponta IBGE

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

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Informalidade cai pela primeira vez para menos de 50% no Piauí, aponta IBGE

A taxa de informalidade no mercado de trabalho do Piauí caiu para 49,5% no segundo trimestre de 2026, uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o índice era de 50,2%. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), esta é a primeira vez que o indicador fica abaixo de 50% desde o início da série histórica, em 2012.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Conforme a pesquisa, a taxa de informalidade no estado vem apresentando tendência de queda desde o quarto trimestre de 2020, quando chegou a 59,3%.

Apesar da redução, o Piauí ainda tem a quinta maior taxa de informalidade do país, atrás de Maranhão (56,9%), Pará (55,9%), Amazonas (51,7%) e Bahia (50,7%). A média nacional foi de 37,4%. As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%).

Desocupação fica estável no Piauí

O IBGE também apontou que a taxa de desocupação no Piauí ficou em 8,3% no segundo trimestre, mantendo-se estável em relação aos três primeiros meses do ano. O índice, porém, foi o quarto maior entre os estados, empatado com Pernambuco e atrás de Amapá (9,8%) e Bahia (9,1%).

No Brasil, a taxa de desocupação caiu de 6,1% para 5,4%, uma redução de 0,7 ponto percentual. Segundo o IBGE, esse foi o segundo menor índice da série histórica, acima apenas dos 5,1% registrados no quarto trimestre de 2025.

Foto: Freepik

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Teresina tem terceira menor taxa entre capitais nordestinas

Em Teresina, segundo a pesquisa, a taxa de desocupação foi de 7,1%, mantendo-se praticamente estável em relação ao primeiro trimestre. Entre as capitais do Nordeste, o índice foi o terceiro menor, atrás apenas de João Pessoa (5,5%) e Natal (6,3%).

No ranking nacional das capitais, Teresina apresentou a décima maior taxa. Os principais índices foram registrados em Salvador (11,4%), Macapá (9,7%) e Manaus (8,9%).

A taxa de 7,1% também é a quinta menor registrada em Teresina desde o início da série histórica, em 2012. O maior índice foi de 16%, no primeiro trimestre de 2020, enquanto o menor foi de 5,2%, no quarto trimestre de 2024.

Número de trabalhadores subocupados diminui

Ainda segundo o levantamento, o número de pessoas ocupadas no Piauí que trabalham menos de 40 horas semanais por falta de oportunidades também caiu. No primeiro trimestre, eram cerca de 184 mil pessoas nessa situação. No segundo trimestre, o número passou para 148 mil, uma redução de 35 mil pessoas, ou 19,1%.

Mesmo com a queda, o indicador ainda é o maior do país. As 148 mil pessoas representam 11,1% dos trabalhadores ocupados no estado. No Brasil, a proporção é de 3,95%, enquanto no Nordeste chega a 7,3%.

Depois do Piauí, as principais proporções foram registradas na Bahia (9,2%), Sergipe (8,42%) e Pará (7,6%). Santa Catarina apresentou a menor taxa, com 1,05%.

Rendimento médio chega a R$ 2,5 mil

O rendimento médio mensal do trabalhador piauiense chegou a R$ 2.547 no segundo trimestre, aumento de R$ 103 em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Apesar do crescimento, o estado passou da quarta para a segunda menor média salarial entre as unidades da Federação. O resultado ocorre porque outros estados registraram aumentos superiores no período.

Os maiores rendimentos foram observados no Distrito Federal (R$ 6.171), São Paulo (R$ 4.447) e Santa Catarina (R$ 4.372). Já os menores ficaram com Maranhão (R$ 2.284), Piauí (R$ 2.547) e Bahia (R$ 2.563).

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