Em mais um capítulo da batalha contra a impunidade no esquema de fraudes bilionárias no INSS, o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), líder da oposição na comissão, protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido urgente de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
O requerimento, assinado também por parlamentares como os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP), os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN, líder da oposição no Senado), e com apoio técnico do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), exige a imposição de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte de Lulinha. O objetivo é impedir que ele deixe o país – especialmente para retornar à Espanha, onde reside desde meados de 2025 – e evitar obstrução às investigações da CPMI do INSS.
A motivação é baseada em provas robustas da Polícia Federal: interceptações e depoimentos que revelam orientação para repasse de R$ 300 mil a Lulinha, via a lobista Roberta Luchsinger (amiga próxima dele e alvo de tornozeleira eletrônica no mesmo caso). Van Hattem destacou a incoerência gritante: “Não faz sentido Lulinha não estar com tornozeleira eletrônica e poder sair do Brasil”, enquanto Roberta, intermediária, já cumpre medidas cautelares mais rigorosas, incluindo proibição de deixar o país e entrega de passaporte.
O deputado reforçou o tom combativo: “Vai em cana cada um daqueles que roubaram de viúvas, roubaram de velhinhos, de doentes, de órfãos, de pessoas com deficiência”. A CPMI investiga desvios milionários de benefícios previdenciários de vulneráveis, com prisões já efetuadas (como a do “Careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes) e indícios de “mesada” mensal de R$ 300 mil para Lulinha, além de viagens conjuntas e conexões empresariais suspeitas.
A oposição garante que a comissão não vai terminar em “pizza” e promete continuidade mesmo no recesso parlamentar. O pedido é direcionado ao ministro André Mendonça (STF) e ao procurador-geral Paulo Gonet, com foco em restaurar a igualdade na aplicação da lei: enquanto aliados do governo recebem tratamento brando, opositores enfrentam rigor excessivo em casos semelhantes.
O caso ganha ainda mais relevância após Lulinha ter viajado à Europa sem qualquer restrição, apesar das suspeitas de envolvimento indireto no esquema revelado pela Operação Sem Desconto. A base conservadora e bolsonarista vê nisso mais um exemplo de dois pesos e duas medidas: impunidade para a família do Planalto enquanto o aparato estatal persegue adversários.
Até o momento, não há manifestação oficial do STF ou da PGR sobre o pedido. A CPMI segue colhendo provas concretas, e o requerimento reforça a pressão por respostas à sociedade sobre quem realmente pagou o preço das fraudes contra os mais pobres.
Veja o vídeo do deputado: