Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta segunda-feira (19), o jornalista Toni Rodrigues (PL), pré-candidato ao Governo do Estado, admitiu a possibilidade de unificação dos partidos de oposição na disputa das eleições de 2026, mas ressaltou que no momento cada sigla deve se viabilizar trabalhando suas lideranças e seu próprio palanque.
“Acho que o partido, e todo partido, deve buscar a sua autodeterminação. O partido tem uma proposta, tem uma identidade e, claro, gostaria de ver essa proposta sendo analisada pela população. Eu acredito que o momento é esse. Essa questão de coligação pode ficar para se discutir no futuro”, afirmou.
Ao comentar quais partidos mais alinhados ao campo político do PL no estado e que podem integrar um arco de aliança para a disputa do pleito, Rodrigues citou Progressistas, PSDB, Novo, Podemos e União Brasil.
“Não é apenas pela questão ideológica, mas também pelo princípio da oposição. Sempre digo o seguinte, usando uma frase do Otto von Bismarck: não existe governo sem oposição. É preciso que haja um partido governando e outro vigiando. Quando não há oposição, você está diante de um sistema totalitário”, pontuou.
Além disso, o pré-candidato do PL também aposta em dissidências na base governista. “Isso já está acontecendo. Não existe como acomodar todo mundo em um barco só. A vitória da oposição geralmente acontece a partir das fraturas do próprio governo, que vão se expondo no momento adequado”, argumentou.
Senador Flávio Bolsonaro-PL, pré-candidato à Presidência da República em 2026
Ao reiterar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, Rodrigues o avaliou como um nome competitivo. “As críticas existem, mas muitas vêm da narrativa da esquerda. As pesquisas mostram Flávio muito bem situado, inclusive à frente do presidente Lula em alguns cenários”, concluiu.
Com informações da TV Cidade Verde.
