Caminhada contra as Drogas tenta conscientizar alunos da rede pública e população

Foi realizada  no Auditório O Dioguinho nesta Segunda-feira (15-04-2013), o I Ciclo de Palestras Informativas no Combate às Drogas em Água Branca, onde foram mobilizados alunos da rede municipal de ensino e entidades ligadas ao combate ao uso de entorpecentes. O evento foi marcado por depoimentos de ex-usuários de drogas e que hoje atuam no combate, como é o caso de: Antônio de Oliveira (da Comunidade Terapêutica Shalom, em Floriano/PI) e Georgiane Gonçalves (da Comunidade Terapêutica Casa de Vida Verdadeira, em Água Branca).

 A professora Antônia de Sousa Leal, uma das organizadoras do encontro, explica que um grupo de professores do Município estar participando do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, numa parceria da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), executado pelo Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas (PRODEQUI)/PCL/IP da Universidade de Brasília – UnB.

Do lado de fora do auditório, uma Blitz Educativa, parava veículos e pedestres para entregar adesivos e panfletos com informações de combate às drogas.

(*) com informações e fotos de aguabranca.pi.gov.br



Entenda:

As entidades públicas estão dando um grande passo para conter este mal que assola a Capital Econômica do Médio Parnaíba, mas não basta só realizar passeatas ou palestras. É preciso que as polícia Militar e Civil, além da Justiça e Ministério Público, que já estão atuando, mas de forma tímida, prendendo os peixes pequenos ou traficantes menores, dar voz também aos grandes. Pois conter o submundo do tráfico não é prender as mulas, mas prender os fornecedores, os que realmente só vendem a droga; pensamento diferente das mulas, que distribuem o produto e ao mesmo tempo o consome. Os fornecedores não! Eles nem sequer sabem o gosto da droga, pois não fazem dela uma necessidade para o organismo, mas uma necessidade para adquirir recursos financeiros, mantendo seu mercado, pagando propina para várias entidades responsáveis para combater este comercio ilegal.

É também através deste produto, que esses fornecedores da escuridão, patrocinam atos de caridade, como doações de roupas, cestas básicas, remédios, gás, pagamento de talão de Água e Luz, para pessoas humildes; pagamento de tratamento de saúde e muito mais, visando encobrir que vender drogas não serve só para o mal, mas também para salvar vidas, mas infelizmente a face negativa da coisa é maior do que a face positiva. Ao colocarem drogas no mercado, estes fornecedores do mau, que usam sua inteligência comercial maligna, acabam destruindo muitas famílias e deixando muitos a beira da miséria e do esquecimento.

São estes que as entidades têm que tentar coibir. São os senhores de colarinho branco. Que utilizam de profissões fictícias ou de negociatas, para maquiar a realidade de onde vem seus recursos financeiros, com doações infinitas de dinheiro, para entidades sejam particulares, públicas ou religiosas.

Este não é só um problema de Água Branca. Mas numa cidade de 16.461 habitantes, fica difícil aceitar o ranking de 4° lugar no comercio ilícito de drogas no Estado do Piauí.

Todos os dias  vê-se em cidades de porte maior que Água Branca uma atuação melhor de entidades responsáveis, objetivando acabar com este mau. Para se ter uma ideia, em Oeiras, Parnaíba, Floriano e Picos, já foram presos vários fornecedores do trafico de colarinho branco, daqueles com os bolsos forrados de dinheiro, já em Água Branca não se ouve falar nada, só das pequenas mulas, que ainda são pegas, quando estão sobre o torpor da droga e não esboçam reação de fuga.

Será que um dia veremos o nome de Água Branca estampada nos jornais, portais da Web e revista? Com as manchetes dizendo: “Preso maiores traficantes do estado do Piauí”, ou “Preso policiais envolvidos com o  sistema negro do comercio de drogas”, ou “Presos os políticos que foram eleitos às custa do dinheiro do tráfico”.

Ninguém pode dar esta resposta, uma vez que tudo na vida tem seu preço e em como muitas outras cidades do País, existem as entidades públicas, com pessoas honestas  conformadas com os salários que ganham, mas também existem as pessoas pervertidas, inconformadas com o que ganham e sedentas por riquezas, que acabam se rendendo às enormes somas em dinheiro para ocultarem e protegerem estes fornecedores maléficos do trafico, que não tem amor, que não sentem dor ou piedade de uma mãe, clamando ajuda a seu filho viciado em drogas, todo sujo, magro, caquético, caído nas calçadas, tomando chuva e sol, com os dedos todos queimados de usar crack, com a cara toda ralada, com parte todo lábios pretos da fumaça inalada, com parte dos dentes amarelados e outros podres, que não se alimentam quando estão sob efeito da droga; e quando se alimentam, buscam comidas em decomposição encontradas em lixeiras, é como se fosse o melhor prato do dia comem aquilo que nem os porcos e ratos querem, estes estão na escuridão.

E os fornecedores domem nos melhores quartos, com os melhores ar-condicionados, com comida que poucos têm na mesa, com viagens a lugares que poucos vão, estes não tão nem aí para os pobres dependentes químicos que com sua fraqueza dão vida, aos barões das drogas. 

 

 

 

 

 

 

 

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