Alcolumbre impõe derrota ao governo e mantém quebra de sigilos de Lulinha

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou o pedido de governistas e manteve, nesta terça-feira, 3, a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinhaaprovada na CPI do INSS.

“Não é caso de flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular deliberação da CPMI”, disse o presidente do Senado na sessão plenária.

“A suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI do INSS não se mostra evidente e inequívoca, razão pela qual não se faz necessário uma intervenção do presidente da Mesa do Congresso Nacional o procedimento adotado na reunião de 26 de fevereiro de 2026”, concluiu.

pedido de anulação foi apresentado pela base do governo, que apontava “um golpe” na condução da votação que resultou na aprovação dos pedidos de quebra de sigilos de Lulinha e de outros 86 requerimentos.

Os governistas recorreram a Alcolumbre sob a alegação de que o presidente da CPI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), ignorou a manifestação de parte dos parlamentares que votaram contra a proposta.

Os parlamentares contrários aos requerimentos, votados em bloco, foram convidados a se manifestar para que seu posicionamento fosse contabilizado. Viana contou sete votos deles.

O governo afirmou que as imagens indicam que 14 integrantes da comissão levantaram as mãos. Alcolumbre, contudo, mencionou que 31 parlamentares estavam presentes na sessão. Portanto, o número de governistas não seria o bastante para formar maioria contra os requerimentos.

Fonte Estadão

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