O cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro(Marcola), ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou nesta quarta-feira, 5, a campanha petista. Marcola, como é conhecido, pediu para sair após a Polícia Federal descobrir uma transferência financeira feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista em negócios do Careca do INSS.
Marcola pediu para sair da campanha para não prejudicar Lula Foto: Reprodução/Facebook@Renan Fernandes
Pressionado após a revelação do pagamento feito por Roberta, o assessor conversou com o presidente e solicitou a saída da equipe para que o caso não contaminasse a campanha. Ele contratou o advogado Georges Abboud e disse que concentrará os próximos dias na sua defesa.
Como mostrou o Estadão, na noite de terça-feira ministros já diziam, em conversas reservadas, que Marcola deveria sair do comitê. No último dia 21, ele já havia deixado a chefia de gabinete de Lula, no Palácio do Planalto, para integrar o comando da campanha à reeleição.
Em duas notas divulgadas na noite de terça-feira, Marcola disse que sua atuação pública sempre foi pautada pela ética. “Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça”, escreveu ele. “Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela (Roberta Luchsinger), pago com a transferência bancária de R$ 249 mil – uma movimentação estritamente privada”.
Braço direito e “faz-tudo” de Lula, Marcola começou a trabalhar com ele há onze anos, em São Paulo. Integrou a equipe do Instituto Lula após ter trabalhado na prefeitura de São Carlos, à época administrada por Newton Lima (PT), e ter sido assessor parlamentar de Edinho Silva – hoje presidente do PT – e Vicente Cândido na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Discreto, Marcola não dava entrevistas e sempre cuidou da agenda do presidente. Era ele também quem filtrava os seus telefonemas, uma vez que Lula não usa celular.
Fonte Estadão