Filha e “namorada” são acusadas de matar pai piauiense, mãe e irmão em SP

Um piauiense da cidade de Cocal, interior do Piauí, foi encontrado carbonizado no porta-malas de um carro juntamente com a esposa e o filho de 16 anos de idade na divisa entre as cidades de São Bernardo do Campo e Santo André, em São Paulo.  Os mortos foram identificados como Romuyuki Gonçalves, Flaviana Gonçalves e o adolescente Juan Gonçalves Romuyuki. 

O caso está sendo investigado pelo Setor de Homicídios de São Bernardo do Campo e ainda é um mistério.

Os corpos foram encontrados na última terça-feira, 28 de janeiro de 2020. A filha mais velha do casal – que não teve o nome divulgado – é suspeita de participação no crime. Ela foi presa ontem (24) com a namorada em cumprimento a mandados de prisão temporária. Laudo preliminar apontou que a família teria sido morta a pauladas.

De acordo com a polícia, câmeras de segurança do condomínio de casas onde a família morava registraram a jovem de 24 anos saindo de casa por volta de 0 hora. Ela teria alegado que foi fazer uma visita. Na sequência, o carro da família também saiu do condomínio, mas não foi possível a identificação de quem estaria ao volante. 

Devido ao estado dos corpos, o dentista da família teve que ser localizado para a identificação das vítimas. O casal era comerciante e tinha lojas de perfumes no ABC Paulista. 

Entre as possíveis causas do triplo assassinato estão questões relacionadas à agiotagem e também herança. O Setor de Homicídios informou que não descarta nenhuma hipótese, inclusive, de briga familiar. 

A polícia também investiga o sumiço da arma de fogo que Romuyuki Gonçalves mantinha em casa.

Terceiro suspeito

Os policiais acreditam que um terceiro integrante possa ter participado do assassinato. Eles seria um homem que ainda não foi detido por falta de provas, mas o casal de mulheres lésbricas, uma delas filha do casal, está preso.

Uma das linhas de investigação da polícia é que as três vítimas foram mortas a pauladas dentro da residência. Familiares contaram aos policiais que as cenas de dentro da casa da família eram de terror, com muito sangue no local. 

(*) por Graciane Sousa, Cidade Verde