Ministério Público denuncia: presos na delegacia de polícia de Água Branca estão passando fome!

O Ministério Público de Água Branca denuncia a situação que denominou de “caótica” na delegacia da cidade. De acordo com o promotor da comarca, Mário Normando, atualmente a delegacia abriga 14 detentos e além de acumular presos, o que é ilegal, estaria faltando alimentação para os custodiados.

“A situação é absolutamente caótica. A delegacia foi oficiada na quinta-feira e eu estou aguardando uma resposta em relação a quantidade de presos. Eles estariam se alimentando uns com a ajuda dos outros e o Estado não fornece a alimentação. É obrigação do Estado que forneça a alimentação para todos os custodeados”, informou o promotor.

Segundo Normando, os dois delegados de Água Branca acumulam atualmente cerca de 19 municípios em sua comarca e a situação é insustentável. “Vamos acionar a Secretaria de Segurança para que forneça os alimentos na delegacia. Esperamos que nesta nomeação de 21 delegados que vai acontecer, o Governo seja sensível e designe no mínimo mais um delegado, além de aumentar o quadro de escrivães e agentes de Polícia que é absolutamente insuficiente”, pontuou.

Procurado pelo Cidadeverde.com, o delegado Ricardo Moura admitiu a situação em Água Branca, mas segundo ele, o processo de transferência dos presos para sistema prisional tem sido acelerado.

“Realmente houve um momento que tínhamos 14 presos aqui na delegacia de Água Branca só que o que aconteceu foi que tive também ajuda até do delegado geral que disponibilizou vagas. Os policiais fizeram a remoção dos presos e hoje temos apenas nove aqui na delegacua. Eles não ficam muito tempo aqui pela falta de estrutura e de pessoal. Aqui com muita luta conseguimos conseguir essas vagas mas também já mandamos ofício para a Justiça solicitando novas vagas”, explicou o delegado.

Em relação a alimentação, o delegado também admite que não acontece o fornecimento e acrescenta que as famílias dos presos que moram no município que fornecem os alimentos. “Aqui eles tem café, almoço, jantar e até lanche mas tudo fornecido pelas famílias deles. Houve um caso de um rapaz que era do Maranhão que não tinha família perto, mas nós pedimos a prefeitura e ele foi atendido”, concluiu.


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