Filha rebelde e tatuada tenta matar familiares envenenados

Uma adolescente de 16 anos tentou envenenar cinco pessoas de uma mesma família na noite do último sábado, 9 de maio de 2020, na comunidade Curuai, em Santarém, no oeste do Estado do Pará. Das cinco vítimas dessa crueldade, quatro eram crianças entre 2 a 12 anos. A criminosa segue foragida.

Segundo o pai da adolescente, a jovem teria colocado o chumbinho no bolo e no suco das vítimas. Em seguida, os quatro começaram a ter mal estar, principalmente tontura e vômito. “A adolescente tem uma vida solta, usa tatuagens, bebe, frequenta bares e festas, um quadro social negativo para uma pessoa menor de idade”, analisa uma pessoa ligada a família que não quis se identificar.

No mesmo dia, o quadro clínico da família começou a gravar e os cinco foram encaminhados ao posto de saúde da comunidade. Ao chegar, O enfermeiro que fez o primeiro atendimento, constatou que a família havia sido vítima de envenenamento por chumbinho. Imediatamente ele entrou em contato com a central do Samu em Santarém e pediu resgate em caráter de urgência.

As vítimas foram transferidas para o centro da cidade na tarde deste domingo, 10. Segundo o enfermeiro, a situação dos pacientes era grave, devido eles estarem desidratados, por conta de vomitaram bastante.

A mãe e as crianças foram levadas para o Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS). À equipe do Samu, o pai das crianças informou que suspeita que a adolescente tenha colocado veneno em outros alimentos, como farinha consumida. A motivação não foi repassada.

Em nota, o Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) informou que recebeu cinco pessoas de uma mesma família com sintomas de envenenamento. O médico plantonista avaliou às quatro crianças e a mãe. Os pacientes passaram por exame, estão recebendo medicação e estão em observação continua. As crianças estão na emergência pediátrica e a mãe na enfermaria. Todos estão com quadro clínico estável.

O setor de psicologia do HMS acionou o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdca) para acompanhar o caso.

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